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Na última segunda-feira (24), foi comemorado o Dia Internacional da Educação, data criada pela ONU com o objetivo de celebrar e ressaltar a importância da educação tanto para a ascensão e manutenção da paz, quanto para o desenvolvimento humano. Resolvemos então aproveitar essa data para falar sobre um assunto que está no cerne do trabalho que realizamos por aqui: o papel da educação para o amadurecimento e consolidação de iniciativas de impacto.

Você sabia que existem especializações destinadas a quem já atua ou quer atuar no Terceiro Setor?

“Gestão e Projetos em Organizações do Terceiro Setor” e “Direito do Terceiro Setor”, por exemplo, são cursos oferecidos por grandes instituições de ensino que deixam claro em seus nomes a qual público são destinados. Fato é que a formação para o mercado de trabalho no terceiro setor é uma tendência cada vez mais forte, afinal a relevância das OSCs e demais iniciativas de impacto são cada vez mais claros, especialmente em cenários como o atual, onde a solidariedade e o engajamento cívico têm cada vez mais valor e grande papel no cuidado com os mais necessitados e na transformação de realidades.

Os cursos livres, imersões, seminários e demais iniciativas organizadas pelo próprio setor são tão fundamentais quanto cursos de graduação e pós-graduação, principalmente quando o assunto é a promoção de novas habilidades que contribuirão para o desenvolvimento de um impacto social real, relevante e sustentável. Ao participar desses tipos de programas, damos espaço para a construção de um networking potente, com troca de informações cotidianas, o que possibilita uma compreensão cada vez mais abrangente do nosso papel dentro das organizações que queremos fortalecer.

O Porto Social, por exemplo, possui uma trilha educacional voltada para o desenvolvimento do empreendedorismo. “Trabalhamos pelo desenvolvimento desses empreendedores e investimos na rede para que sejam cada vez mais capazes de produzir impacto social”, afirma Dani Emerenciano, gestora educacional do Porto Social.

Criar ambientes de maiores diálogos com os stakeholders da instituição onde atuamos e a construção de legitimidade e coerência têm se apresentado como traços cada vez mais importantes para as entidades do terceiro setor, por isso habilidades conectadas à captação de recursos e mensuração de impacto são muito bem-vindas.

O trabalho voluntário também é um caminho de intensa aprendizagem.

Se você está iniciando a sua trajetória como profissional no terceiro setor agora ou sonha em atuar nesse tipo de organização, saiba que o voluntariado é uma porta de entrada essencial e poderosa. Por meio do trabalho voluntário, é possível construir experiência e conhecimento sobre as diversas realidades que são abraçadas pelas iniciativas de impacto, além de que, como voluntários, podemos descobrir qual área mais cria identificação com quem somos, aquela na qual queremos expandir e perpetuar nossa atuação.

Você tem visão de futuro?

Se você vê a solidariedade e as ações coletivas como trilhas para um amanhã mais inclusivo, saiba que é fundamental pensar no seu trabalho e no da iniciativa onde você atua a longo prazo. Somente com perspectiva de futuro e um olhar estratégico para as tendências de mercado, podemos construir impactos e transformações reais.

A transformação digital, por exemplo, deve ser vista como uma oportunidade e não apenas como um desafio dos tempos modernos, afinal, a partir dela podemos organizar e otimizar os processos da instituição onde atuamos, captar recursos de forma mais efetiva, e, principalmente, comunicar para o mundo o propósito de transformação da nossa iniciativa.

“Apesar da dificuldade que muitas pessoas ainda têm no uso e no acesso à educação a distância, é nele que, hoje, nós nos sustentamos para não parar num momento como esse. O ensino a distância nos aproximou dos alunos e nos ensinou a ser mais criativos e reinventar a forma de compartilhar conhecimento com os alunos”, ressalta Ana Uriarte, consultora de Novos Negócios do Porto Digital e Co-Founder e Head de Conteúdo na Escola Happen.

A importância de criar pontes digitais para facilitar o acesso à educação foi tema, aliás, da live Encontro com Causa, promovida pelo Transforma Brasil, da qual além da gestora educacional e da consultora de novos negócios do Porto Social, participou também o professor Carlos Silva, fundador do Sou Fábrica de Sonho, que busca despertar os sonhos de jovens do país por meio da educação.

Carlos destaca o papel das instituições do terceiro setor na democratização da educação em meio às adversidades impostas pela pandemia. De acordo com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), a crise sanitária criou uma crise sem precedentes para a educação de jovens e crianças em todo o mundo. No Brasil, segundo pesquisa do Datafolha, as perdas educacionais são irreparáveis para 43% dos brasileiros.

“O terceiro setor foi um dos grandes responsáveis pela continuidade do ensino na pandemia. Seja de crianças, jovens, adultos e líderes sociais. Nós não desistimos, mas insistimos e levamos adiante o conhecimento da melhor forma, nos reinventando e ajudando quem precisa”, afirma o professor.

Focar em inovação, sustentabilidade e inclusão, abraçar uma comunicação cada vez mais assertiva e pensar estrategicamente como você e a sua organização atuarão daqui há um mês, um ano e uma década são caminhos a serem trilhados quando queremos nos manter relevantes e impactantes dentro do terceiro setor – para tudo isso, educação contínua e informação constante são a solução.

Por esse motivo, a trajetória do Porto Social está intimamente ligada à educação informativa e focada no desenvolvimento de iniciativas de impacto. O nosso desafio é cuidar, zelar e empoderar os “muda-mundo”. Se quiser saber mais sobre o nosso trabalho, acompanhe nossas redes sociais – nelas postamos conteúdos diários. Aqui é todo mundo junto pelo bem de todo mundo. Pode contar com a gente!