Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, o setor de economia criativa, empregava ainda em 2023 7,4 milhões de trabalhadores por todo Brasil. Em 2023, a Economia da Cultura e das Indústrias Criativas registrou 287 mil novos postos de trabalho, fechando o ano com 7,8 milhões de trabalhadores ativos.
Mas apesar disso, muitas pessoas ainda não entendem a importância e influência da economia criativa como transformadora de realidades. Por isso, nesta matéria vamos falar um pouco mais deste setor e conhecer uma iniciativa que usa da economia criativa para trazer liberdade e independência para mulheres.
O que é economia criativa?
É um modelo econômico que valoriza o capital intelectual, ou seja, valoriza o repertório criativo e cultural de uma pessoa. Ela abrange setores que envolvem a produção de bens e serviços baseados na criatividade humana como moda, design, música e artesanato
A economia criativa não se baseia apenas em indústrias tradicionais, mas também na capacidade de gerar valor a partir de ideias e processos criativos.
A mulher e a economia criativa
Segundo a pesquisa da Provu 69,3% das mulheres são a principal fonte de renda de suas casas. Ou seja, trabalhar não é só uma escolha, mas sim uma necessidade. Muitas mulheres ao adentrar o mercado de trabalho encontram empecilhos como salários desiguais, preconceito de gênero, além das altas exigências de formação para que vagas de salários de nível médio sejam ocupadas.
A economia criativa vai além da produção tradicional, valorizando o capital intelectual, a inovação e o talento individual. Para as mulheres, isso representa uma oportunidade única de romper barreiras impostas por normas de gênero, desigualdades salariais e preconceitos enraizados no mercado de trabalho. Mulheres empreendedoras encontram na economia criativa um campo fértil para expressar suas ideias, desenvolver seus negócios e contribuir de forma significativa para o crescimento econômico.
A Feirinha do IPSEP
A Feirinha do IPSEP é um evento popular realizado no bairro do IPSEP, em Recife, que reúne comerciantes locais, artesãos e produtores para oferecer uma variedade de produtos como alimentos, artesanato, roupas, e itens diversos.
Além disso, a feirinha se organiza coon iniciativa social que fortalece economia criativa, base comunitária e igualdade de gênero, trazendo a pretensão de criar um ambiente de formação para mulheres empreendedoras com percepção para negócios criativos e colaborativos.
A Feirinha foca em fortalecer a comunidade, trazendo lazer e atraindo público para a dinâmica do bairro, movimentando a economia local e o comércio.
A Feirinha do IPSEP foi uma das iniciativas incubadas e formadas pelo programa de aceleração de iniciativas, o CAIS 2023/2023, ela estava entre as 72 iniciativas contempladas pelo edital, foi uma das 67 que chegaram ao fim do ciclo de capacitação. Durante um ano as iniciativas tiveram acesso a palestras, aulas e workshops sobre empreendedorismo social e transformação de territórios.
O Porto Social é uma incubadora e aceleradora de iniciativas sociais, que acredita que a educação e profissionalização de líderes sociais pode ser decisiva e transformadora. Saiba mais acessando nosso site!