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Em 2023, o Brasil aconteceu um aumento significativo de Organizações da Sociedade Civil (OSCs), registrando um crescimento de 7,8% em comparação com 2021. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número total de OSCs ativas no país chegou a 879.326 em 2023.

Apesar disso, muitas iniciativas enfrentam desafios financeiros e acabam fechando, segundo a base de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB), onde, em 2020, constavam mais de 46 milhões de registros de CNPJs – dos quais, exatos 1.164.354 eram identificados como OSCs. Destas, 815.676 estavam ativas, ao passo que outras 345.678 constavam no sistema como inativas. Qual seria o motivo de tantas baixas?

Um dos principais desafios de iniciativas sociais é a captação de apoio e recursos, no Brasil, a cultura de doação tem começado a aumentar, mas ainda sim, muitas OSCs(Organização da Sociedade Civil) encontram dificuldades para se manter em meio a crises financeiras. Por isso, na matéria de hoje vamos falar sobre crises financeiras em organizações do terceiro setor.

Avaliação e planejamento financeiro

Seja devido à redução de doações, mudanças nas políticas governamentais ou crises econômicas globais, a sustentabilidade financeira pode se tornar uma preocupação premente. No entanto, é crucial que as organizações sociais consigam manter seu foco em sua missão principal enquanto navegam por esses tempos difícei

Antes de seguir em frente e traçar o curso para a recuperação, devemos falar sobre as raízes da crise financeira. Tente realizar uma análise profunda das finanças da organização para identificar os pontos fracos que contribuem para a situação. Alguns deles incluem:

  • Falta de diversificação das fontes de receita: tais como um único doador ou o tipo de doação; 
  • Gerenciamento ineficiente dos recursos: gastos desnecessários,  falta de controle orçamentário, processos de aquisição ineficazes resultando em, recursos preciosos sendo desperdiçados; 
  • Falta de planejamento estratégico: sem caminho claro e objetivo para alcançá-lo, sem ingerência, e sem um plano de ação e objetivos mensuráveis, é difícil tomar uma decisão.

Além de fatores que fogem do controle de qualquer rum como crises econômicas, mudanças políticas e crises climáticas.

Lidere de forma transparente

Uma liderança inspiradora e engajada é fundamental para motivar os colaboradores, unir a equipe em torno de um objetivo comum e garantir que todos contribuam para a superação da crise.

  • Comunicação honesta e transparente: a liderança deve manter a equipe informada sobre a situação da organização, os desafios enfrentados e as estratégias para superá-los, criando um ambiente de confiança e colaboração.
  • Reconhecimento e valorização: reconhecer e valorizar o esforço e a dedicação da equipe, especialmente durante os momentos difíceis, é essencial para manter a motivação e o engajamento dos colaboradores.
  • Capacitação e desenvolvimento profissional: investir na capacitação e no desenvolvimento profissional da equipe permite que os colaboradores aprimorem suas habilidades e contribuam de forma mais significativa para a organização.
  • Cultura de trabalho colaborativa: promover uma cultura de trabalho colaborativa, onde as ideias sejam valorizadas e o trabalho em equipe seja incentivado, é crucial para encontrar soluções inovadoras para os desafios da organização.

Ao superar a crise financeira, a organização não apenas garante sua sustentabilidade no presente, mas também se torna mais resiliente para enfrentar desafios futuros. Quer entender mais sobre empreender no social? O Porto Social é uma aceleradora de líderes e iniciativas sociais, acompanhe nossas redes e fique por dentro de tudo o que acontece no mar do empreendedorismo social e terceiro setor.