Estamos no setembro amarelo, e não poderíamos deixar de abordar o tema da prevenção ao suicideo e a saúde mental de pessoas em situações de liderança, sejam elas sociais ou não.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 700 mil pessoas morrem por ano devido ao suicídio, o que representa uma a cada 100 mortes registradas. Esses dados se tornam cada vez mais preocupantes se alinharmos com os dados de crescimento da taxa nas Américas, crescimento de 17%. Entre os jovens de 15 a 29 anos, indo à contramão das taxas globais que apresentam quedas de 2000 a 2019.
Mas o que saúde mental de líderes tem haver com os dados apresentados acima? Hoje, vamos conversar sobre fenômenos que acontecem pela falta de atenção e muitas vezes autocuidado de pessoas que estão em posição de liderança, visto que justamente muitas vezes sua função envolve cuidar de pessoas e equipes.
Como surgiu o setembro amarelo?
Você já deve ter ouvido falar sobre o Setembro Amarelo, mas sabe como essa campanha começou? No Brasil, ela surgiu em 2015 graças a uma iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) junto com o Conselho Federal de Medicina (CFM). A ideia principal é simples: abrir espaço para falarmos sobre saúde mental e, principalmente, sobre a prevenção do suicídio.
Mas por que setembro? Isso acontece porque o dia 10 de setembro é conhecido como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, uma data criada pela International Association for Suicide Prevention (IASP) com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Qual é o impacto da saúde mental em líderes?
A saúde mental do líder impacta diretamente na sua capacidade de se relacionar com os funcionários e tomar decisões. Além disso, líderes que priorizam sua saúde mental costumam apresentar níveis mais altos de inteligência emocional, empatia e resiliência.
Os desafios de ser líder e precisa cuidar da próxima saúde mental é o fato que que líderes são vistos como referências por seus liderados, entender isso é uma fonte crucial onde devemos chamar ao autocuidado.
Um estudo da Harvard Business Review mostrou que líderes que não praticam o autocuidado têm maior risco de sofrer burnout, afetando negativamente não apenas sua saúde, mas também a eficácia de suas ações e a capacidade de liderar equipes.
Como líderes sociais podem ficar atentos aos sinais?
- Separe tempo para si mesmo: Por mais que as demandas sejam grandes, é fundamental ter momentos de descanso. Atividades simples como uma caminhada, ler um livro ou meditar podem ajudar a recarregar as energias.
- Converse sobre seus sentimentos: Muitas vezes, os líderes são vistos como figuras fortes, mas todos precisam de apoio. Compartilhar suas angústias com amigos, familiares ou até um profissional de saúde mental é crucial.
- Estabeleça limites: É comum que líderes sociais sintam que precisam estar disponíveis o tempo todo. Porém, colocar limites saudáveis é essencial para manter o equilíbrio.
- Busque apoio profissional: Se você sentir que a pressão está afetando sua saúde mental, não hesite em procurar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra. O tratamento correto pode fazer toda a diferença.
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