Segundo dados do Sebrae coletados em 2022, cerca de 33% dos empreendedores brasileiros são negros, e esse número tem crescido constantemente. Apesar disso, muitos empreendedores têm que lidar com ambientes racistas que pouco favorecem o crescimento de pessoas pretas. Uma pesquisa desenvolvida pela empresa CEGOS mostrou que o racismo é a principal forma de discriminação no trabalho em 75% das empresas brasileiras. Durante a pesquisa, 82% dos entrevistados já testemunharam alguma forma de discriminação no ambiente corporativo.
Por isso, na matéria de hoje vamos falar sobre a umpostância de ressaltar o empreendedorismo antirracista e o combate ao racismo corporativo.
O que é empreendedorismo antirracista?
O conceito de empreendedorismo antirracista está relacionado ao aumento da conscientização sobre a persistência do racismo em diversos aspectos sociais, incluindo negócios. Comunidades racializadas têm uma longa história de dificuldades no acesso a empréstimos, redes de apoio ao empreendedorismo e oportunidades de crescimento. Portanto, ativistas, acadêmicos e empresários começaram a advogar para uma abordagem mais pró-ativa e consciente à equidade racial nos negócios.
O movimento procura abordar não apenas as consequências do racismo, mas também destacar suas raízes estruturais , trazendo mais inclusão no meio empresarial. A iniciativa é muito mais que abrir um novo negócio, é um compromisso com a transformação social, criando oportunidades de rompimento de barreiras estruturais que impedem pessoas negras de realizarem e terem sucesso nos seus próprios negócios.
Empreendedorismo como ferramenta de transformação “Antirracista”
Como alternativa a todas essas desigualdades, o empreendedorismo antirracista surge como uma resposta “à geração de renda, autonomia e crescimento da população preta em sua carreira profissional” . No empreendedorismo, empreendedores negros são capazes de controlar seu próprio futuro e contribuir para a criação de uma sociedade justa. Seu diferencial é empregar a comunidade negra em um esforço para torná-la mais forte e dar às pessoas a oportunidade de se desenvolverem ao máximo. Os princípios fundamentais desse tipo de empreendedorismo incluem:
- Empoderamento: empoderar a comunidade negra através da promoção da autonomia e o desenvolvimento dos membros da comunidade.
- Combate ao racismo estrtural: através da identificação das barreiras que impedem o sucesso dos empreendedores negros é possível que as estrtutras racistas sejam combatidas no ambiente corporativo,
- Diversidade e inclusão: criar espaços com mais diversidade e incçusão criam ecossistemas com menos desigualdade racial e ajuda a potencializar o empreender antirracista.
- Sustentabilidade: seja social ou ambiental, os negócios anti racistas querem impactar através de suas atividades outras esferas da sociedade, buscando trazer benefícios para a comunidade e planeta.
Como investir no empreendedorismo antirracista?
Para superar os desafios e criar um futuro mais equitativo, devemos nos atentar aos princípios de um pacto. Focando sempre em ampliar a educação através de programas de mentoria, capacitação e visibilidade de negócios para pessoas pretas.
O empreendedorismo antirracista é uma ferramenta transformadora e poderosa na luta pela igualdade em todos os ambientes. Através da criação de mais negócios, empreendedores negros contribuem com a economia do país, desenvolvimento social e igualdade ao ocuparem espaços de influencia.
O Porto Social acredita que é possível mudar realidades através da capacitação de líderes e empreendedores sociais. Quer saber mais? Acesse agora mesmo nosso site.