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As mudanças climáticas têm aumentado significativamente nos últimos anos. O ano de 2023 foi marcado por eventos climáticos extremos em todo o mundo, incluindo: Terremotos, Incêndios, Inundações, Tempestades, Condições climáticas anormais.

No Brasil, 115 pessoas perderam a vida devido às chuvas em 2023. 5,8 milhões de brasileiros foram afetados pelas chuvas e secas. Tendo isso em mente, a desigualdade e o preconceito se tornam cada vez mais evidentes, visto que as mudanças no meio ambiente podem fazer com que minorias sejam suas principais vítimas.

Por isso, em nosso blog, vamos abordar um assunto necessário e pouco discutido: o racismo ambiental.

O que é o racismo ambiental?

O racismo ambiental foi um termo que se popularizou no Brasil em 2015, após grandes desastres ambientais que aconteceram.

O termo é uma expressão cunhada pelo líder afro-americano de direitos civis, Benjamin Franklin Chavis, um professor e jornalista que trabalhou ao lado de Martin Luther King Jr – um dos maiores nomes da história na luta contra o preconceito racial nos Estados Unidos.

Racismo ambiental: o que é? Quais são seus impactos?
Reprodução: Wikipedia e licenciada sob CC BY-SA 3.0

O racismo ambiental descreve situações de injustiça social no meio ambiente, afetando principalmente as comunidades marginalizadas, como pessoas negras, indígenas e pobres.

Impactos do racismo ambiental

Desigualdade, problemas de saúde e falta de qualidade alguns dos impactos que podem ser citados quando o assunto é racismo ambiental.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o número de mortes causadas pela poluição do ar no período entre 2006 e 2012 ficou em 31.194 mortes, esta situação serve como exemplo e alerta sobre como a falta de responsabilidade pode afetar seriamente a saúde de diversas comunidades. Alguns dos impactos são:

  • Aumento da incidência de doenças respiratórias, cardíacas e câncer.
  • Aumento da mortalidade infantil.
  • Dificuldades de aprendizagem e desenvolvimento infantil.
  • Redução da produtividade agrícola.
  • Desvalorização de imóveis.

Exemplos de casos de racismo ambiental

Este fenômeno está cunhado em casos que podemos abordar, inclusive no Brasil, a construção de aterros sanitários perto de comunidades é um bom exemplo do fenômeno. Além disso, podemos olhar para situações mais específicas que ocorreram.

A construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, entre 1975 e 1984, teve impactos ambientais e sociais, sendo eles:

Reprodução: Sócrates Arantes/Eletronorte – Agência Brasil 
  • Redução dos estoques pesqueiros, principalmente de camarão;
  • Poluição da água;
  • Desmatamento;
  • Perda da biodiversidade;
  • Aumento do número de mosquitos;
  • Realocação populacional devido às inundações
  • Aumento na ocorrência de novos casos de malária
  • Reordenamento da população atingida

O racismo ambiental é uma forma de violência estrutural que fortalece a desigualdade social e racial. Ele é um problema global, mas é grave no Brasil, onde a população negra é a maioria em desigualdade social.

Combater o racismo estrutural é uma missão de todos nós como sociedade, projetos que tenham o foco em diminuir a desigualdade social ou preservar o meio ambiente e biodiversidade são essenciais para que os danos causados até aqui, não continue acontecendo.

O Porto Social acelera líderes e projetos sociais, ajudando na capacitação de iniciativas para que seu impacto aconteça. Fique atento às nossas rotas educacionais e acompanhe nossas redes.