Mencionada em artigos, filmes, músicas e outros produtos culturais, há muitos anos, a juventude é tida como um grupo de forte resistência política e de engajamento social.
Uma das canções que expressam essa participação ativa é “E vamos à luta”, lançada em 1980 pelo cantor e compositor Gonzaguinha:
“Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou à luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade”
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada.”
Na música, o artista canta sua percepção sobre a juventude de sua época, que era um grande alvo político e econômico.
Ao longo da história e em diversos lugares do mundo, este grupo protagonizou importantes reivindicações, por isso sempre esteve em disputa. A resistência jovem é um ato de contraposição em razão da vulnerabilidade social.
Dados do Fundo de População das Nações Unidas (ONU) mostram que cerca de um terço dos jovens entre 10 e 24 anos vive em situação de vulnerabilidade social.
Hoje o Brasil vive o período com maior quantidade de jovens de sua história. De acordo com o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o segundo país com mais jovens de 18 a 24 anos que não estudam ou trabalham.
Sem educação, emprego, qualidade de vida e integração, a juventude, que é naturalmente tão cheia de potencial, é posta à margem.
Mas apesar dos desafios econômicos e sociais, é possível enxergar o futuro a partir da atuação das gerações Y e Z dentro e fora das comunidades periféricas do Brasil.
Atuação social da juventude brasileira
Por todos os lugares do Brasil você pode encontrar um jovem agente de transformação. Anualmente, o Porto Social incuba projetos e iniciativas de impacto social, muitos destes trabalhos são desenvolvidos por jovens.
Temos como exemplo a iniciativa Eficientes, liderada por Larissa Pontes,
26, e Marconi Barkokebas, 27, que em 2020 foi qualificada para gerar ainda mais impacto.
Segundo a ONU, o mundo pode alcançar avanços econômicos e sociais expressivos se investir mais no potencial produtivo dos jovens.
Como a comunidade pode ser beneficiada por essa mobilização?
A inovação tecnológica aumentou intensivamente o poder de influência da juventude.
Jovens empáticos, solidários, conscientes e comprometidos com a responsabilidade social podem mobilizar voluntários, fomentar cultura e educação dentro de comunidades periféricas e ainda incentivar e formar novos agentes.
Manter este grupo na linha de frente do ativismo pode dar um novo rumo. Para que isto aconteça, é importante investir na formação destes representantes.
O empreendedorismo social é para todos. Formar novos líderes pode transformar a nossa sociedade.
Conheça “Capitanias”, a nova rota educacional do Porto Social
Foi pensando nesta transformação de alta escala que uma nova rota educacional foi lançada pelo Porto Social. O Capitanias – Programa de Líderes de Impacto Social – Brasil – Jovens de Periferia é uma rota que tem como objetivo formar jovens líderes, entre 16 e 24 anos, que desejam impactar suas comunidades.
A participação é gratuita e tem duração de cinco meses, com workshops e mentorias coletivas nas áreas do empreendedorismo social, gestão, vendas, comunicação, liderança e educação financeira.
Para obter mais informações sobre a rota, acesse o edital clicando aqui.